terça-feira, 27 de novembro de 2012

Alma perdida


A vida se torna desnecessária ao longo dos anos
Esse fardo é mais do que posso suportar
Nos braços da eternidade me entreguei á morte
Desvinculando das dores que me fez chorar

Pode-se entender o suicida como egoísta e covarde
Meus entes amados podem jamais compreender
Porém torno salvador do meu próprio sofrimento
Jamais poderia culpá-los, não conheceram o sofrer

Por nenhum de meus atos anseio ser perdoado
Estava ciente das consequências de minhas ações
A esse mundo eu nunca pertenci
O meu interior fora tomado por ilusões

Agora me encontro sozinho na imensidão
 Sem arrependimento por minha partida
Talvez um dia o amor possa me libertar
Aqui estou no jardim das almas perdidas.






sábado, 20 de outubro de 2012

Deixo ir

Difícil fora tomar a decisão 
Na qual eu posso me arrepender
Porém não há outra saída para nós dois
Melhor chorar agora do que depois

Tudo tem um fim eu sempre soube
Encantara-me com tua doce ilusão
Os olhos que antes por ti brilhavam
São os mesmos que hoje lamentam

Desejara a liberdade de ser quem é
Vivendo sóbrio embriagado de loucuras
Sem alguém que seu tempo exigisse
Sem um amor que sua mão segurasse

Apenas anseio sua felicidade
Mesmo não sendo ao meu lado
Esperei por ti para fazê-lo sorrir
Mas por tanto te amar o deixo ir. 



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Condenados

Pedindo desculpas você se foi
Deixando-me para trás vendo tudo acabar
Lamentando a tristeza da perda 
Indagando sua capacidade de amar

Sonhos se tornaram reais pesadelos
Nosso pacto por você foi quebrado
No momento em que me abandonou
Jazia fraco meu coração estraçalhado

Noites solitárias na sua ingratidão
Mostrou-me que o amor é surreal 
Com todas as mentiras enfadáveis 
Transformando minha dor em algo fatal

Em meu coração se cicatrizam as feridas 
Elas não doem mas nunca me deixam esquecer
Que não importa o quanto ame alguém 
Ele sempre será o causador do seu sofrer.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Entorpecente

Entreguei a ti meu coração
Compartilhei sonhos e segredos
Não consigo superar sua partida
Sem seus braços sinto-me perdida


Jogara-me para fora de seu mundo perfeito
Enquanto permaneci ao seu lado
Estive experimentando o paraíso
Mas tudo se fora com seu sorriso


A luz dissipou-se com o último beijo
O sol já não tem brilho, nem calor
Eram seus olhos que iluminavam-me com doçura
Era seu corpo que aquecia-me com fervura


Não quero viver a triste realidade
Você não faz mais parte dela
Perco os sentidos buscando a embriaguez
Abandonada na própria insensatez


Nunca sedou-me o bastante para dizer adeus
Preferiria milhares de overdoses a vê-lo ir
Morfina não basta para aliviar essa dor
Preciso de você entorpecendo-me com seu amor.







sábado, 7 de abril de 2012

Luxúria

Doces lábios se encontram calientes
Experimentando diferentes sabores
Mil formas de beijar             
Várias maneiras de se entregar


Corpos despidos se encaixam entrelaçando-os
Loucos por desejo, ansiosos pela paixão
Com vontade de desfrutar o prazer
Fazendo do resto do mundo esquecer


As peles se esfregam incansáveis
Exalando o fogo que os queimam por dentro
Nenhuma palavra o momento descreveria
Não são necessárias para expor esta magia


Foram moldados  um para o outro
Ela o quer como nunca quis alguém
Ele sabe que enfim encontrou o amor
Estarão sempre juntos sem receio nem pudor.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Anjo sem asas

Na noite gélida como as entranhas do cadáver
Escura feita à visão de um cego
Meus olhos estavam de lágrimas inundados
Minhas veias de sangue escoadas

Na rua, caminhava triste e solitária
Pensando em alguém que longe estava
Que eu nada poderia mudar
A não ser a compaixão de o tempo passar

Tropeçando em meus lentos passos
Desafiando a minha existência
Avistei um lindo anjo na escuridão
Enfim, caí, sem nenhuma percepção

Sutil e vistoso, o anjo se aproximara
Cabelos negros em contraste com a pele pálida
Fervorosos olhos castanhos avermelhados
Pude ver era o meu amado

Sorrindo, dera-me sua mão
Afim de auxiliar-me a erguer
Em encontro ao seu corpo fui assustada
Beijamos-nos de maneira apaixonada

Conversamos a cerca de minha vida
E também sobre sua morte
Nos seus braços sob a lua me tomou
Em sua anja me transformou

Com a luz dos raios de sol, acordei
Para romper com o silêncio
Clamei meu anjo, meu eterno amor
Tive como resposta apenas a dor

Tudo fora um belo e doce sonho
Meu anjo sem asas aqui não estava
Ferido e amargurado coração
Não voltou para me tirar da solidão.



domingo, 29 de janeiro de 2012

Mais uma vez

O fim mais uma vez se aproxima
Em cada rosto tentarei te ver
Nos cantos sentirei sua presença
Não posso de novo o perder.


Acreditei que estava livre
Isso nunca passou de uma cilada
Essas correntes me prendem a você
De toda forma a ti estou ligada.


Entra e sai da minha vida
Não percebe que isso é tortura?
Nada adianta tentar fugir
Mostra-me a face da amargura.


Eu queria lhe falar, meu amor
A distância não o apaga da memória
E o tempo é um inútil
Não desiste da nossa história.


Medo é tudo que consigo descrever
O sofrimento toma conta do negro coração
Meu amor por você sempre será eterno
Mas minha única companhia é a solidão.