quinta-feira, 5 de abril de 2012

Anjo sem asas

Na noite gélida como as entranhas do cadáver
Escura feita à visão de um cego
Meus olhos estavam de lágrimas inundados
Minhas veias de sangue escoadas

Na rua, caminhava triste e solitária
Pensando em alguém que longe estava
Que eu nada poderia mudar
A não ser a compaixão de o tempo passar

Tropeçando em meus lentos passos
Desafiando a minha existência
Avistei um lindo anjo na escuridão
Enfim, caí, sem nenhuma percepção

Sutil e vistoso, o anjo se aproximara
Cabelos negros em contraste com a pele pálida
Fervorosos olhos castanhos avermelhados
Pude ver era o meu amado

Sorrindo, dera-me sua mão
Afim de auxiliar-me a erguer
Em encontro ao seu corpo fui assustada
Beijamos-nos de maneira apaixonada

Conversamos a cerca de minha vida
E também sobre sua morte
Nos seus braços sob a lua me tomou
Em sua anja me transformou

Com a luz dos raios de sol, acordei
Para romper com o silêncio
Clamei meu anjo, meu eterno amor
Tive como resposta apenas a dor

Tudo fora um belo e doce sonho
Meu anjo sem asas aqui não estava
Ferido e amargurado coração
Não voltou para me tirar da solidão.



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