sábado, 7 de abril de 2012

Luxúria

Doces lábios se encontram calientes
Experimentando diferentes sabores
Mil formas de beijar             
Várias maneiras de se entregar


Corpos despidos se encaixam entrelaçando-os
Loucos por desejo, ansiosos pela paixão
Com vontade de desfrutar o prazer
Fazendo do resto do mundo esquecer


As peles se esfregam incansáveis
Exalando o fogo que os queimam por dentro
Nenhuma palavra o momento descreveria
Não são necessárias para expor esta magia


Foram moldados  um para o outro
Ela o quer como nunca quis alguém
Ele sabe que enfim encontrou o amor
Estarão sempre juntos sem receio nem pudor.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Anjo sem asas

Na noite gélida como as entranhas do cadáver
Escura feita à visão de um cego
Meus olhos estavam de lágrimas inundados
Minhas veias de sangue escoadas

Na rua, caminhava triste e solitária
Pensando em alguém que longe estava
Que eu nada poderia mudar
A não ser a compaixão de o tempo passar

Tropeçando em meus lentos passos
Desafiando a minha existência
Avistei um lindo anjo na escuridão
Enfim, caí, sem nenhuma percepção

Sutil e vistoso, o anjo se aproximara
Cabelos negros em contraste com a pele pálida
Fervorosos olhos castanhos avermelhados
Pude ver era o meu amado

Sorrindo, dera-me sua mão
Afim de auxiliar-me a erguer
Em encontro ao seu corpo fui assustada
Beijamos-nos de maneira apaixonada

Conversamos a cerca de minha vida
E também sobre sua morte
Nos seus braços sob a lua me tomou
Em sua anja me transformou

Com a luz dos raios de sol, acordei
Para romper com o silêncio
Clamei meu anjo, meu eterno amor
Tive como resposta apenas a dor

Tudo fora um belo e doce sonho
Meu anjo sem asas aqui não estava
Ferido e amargurado coração
Não voltou para me tirar da solidão.